Saudade infinita

A saudade que eu tenho
é como uma chama infinita
ardendo no peito.
Não há nada que possa apagá-la.

Nem mesmo as cachoeiras
que deságuam de meus olhos nulos.
Nem mesmo o sangue que corre teimoso
por minhas veias trêmulas.

Apenas o reencontro,
poderia acalmá-la.
Diminuir as insanas labaredas
que a compõem.

É por esse alívio artificial que eu clamo!
A cura, eu sei impossível.
Queria apenas alguns momentos
de uma ilusória alegria.

Queria poder pensar,
por instantes,
que ainda há alguma chance
da saudade não ser mais eterna.

A saudade que eu tenho
é como um soluçar infinito.
Não dá para engolir,
nem para controlar.

Como consequência dela,
mantenho o rosto molhado,
as mãos inertes
e a cabeça baixa.

Não sinto o vento
a soprar na noite,
porque um furacão
gira dentro de mim.

O murmurar da chuva
apaga-me a memória,
mas essa saudade,
não dá para apagar.

poema do livro Bolerus
de Vanderley Sampaio

> Para comprar, acesse: https://pag.ae/bhsTF7S.

> Assista ao book trailer: https://youtu.be/JwmyMrfPUhE.

Um pensamento sobre “Saudade infinita

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *