Supernova

Vivo querendo e, de tanto querer, nem vivo.
Labuto no desconsolo do eterno porvir,
naquela expectativa que se autorrenova
e nunca se concretiza.

Se eu pudesse, ao menos, desquerer um tanto,
o conflito se dissolveria em resquícios
e o antes querido, impossível de ser tido,
estouraria feito bolha de sabão.

As gotículas se espalhariam brilhantes,
feito uma supernova, fascinante e rara,
anunciando o começo de um fim diferente.

Um fim despido de toda angústia,
desconectado de uma sina inventada,
imerso em um oceano de possibilidades.

Vanderley Sampaio
in Demetrius

Bolerus por aí (008) – Estação Sé

Ontem (22/01/18), o “Bolerus” teve a sorte de encontrar um banquinho vago, em plena segunda-feira, na plataforma do metrô. Depois de muitos outros exemplares, que foram libertados em espaços culturais, o nosso 008 quis entender a dinâmica da cidade e se infiltrou na multidão paulistana. E, na confusão de direções da estação Sé, ele simplesmente ficou por lá, esperando que alguém o levasse para fazer companhia na viagem. Por que trilhos terá ido nosso “Bolerus”?

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